Violência contra a mulher

A violência contra a mulher é um fenômeno social, construído ao longo dos anos e mantido pelo sistema de patriarcado, onde o homem é o sujeito e a mulher o objeto. Isto significa que ao homem é destinado o papel de chefe, o que lhe confere o poder de decisão e à mulher é instrumento de submissão, de subordinação, de discriminação. Dessa forma, configura-se a superioridade masculina.

Segundo Saffiotti (2004), a violência impingida à mulher é uma violência de gênero. Uma violência social, que está tomando proporções graves. De acordo com as Nações Unidas, em 2010, 59% das mulheres, no mundo, sofreram violência pelo menos uma vez na vida. 30% das violências foram cometidas por parceiros com quem mantinham ou mantiveram um relacionamento. 38% dos homicídios praticados contra mulheres são resultados da violência doméstica.

A esses dados, acrescentamos os danos físicos, morais, emocionais e as probabilidades de desenvolver problemas graves de saúde.

A violência contra a mulher era tida como um problema da vida privada e há pouco tempo passou a ser compreendida como um problema público, que exige a aplicação de políticas públicas efetivas para o seu enfrentamento. Isso só se deu pelos movimentos feministas que passaram a reivindicar os direitos humanos das mulheres.

Violência contra a Mulher é Crime, denuncie:


Diretrizes para atendimento em casos de violência de gênero contra meninas e mulheres em tempos da pandemia da COVID-19

De acordo com a Convenção de Belém do Pará (Convenção Interamericana para Prevenir, Punir e Erradicar a Violência Contra a Mulher, adotada pela OEA em 1994) violência contra a mulher é qualquer ação ou conduta, baseada no gênero, que cause morte, dano ou sofrimento físico, sexual ou psicológico à mulher, tanto no âmbito público como no privado. Conheça os tipos de violência contra a mulher.